Cai mais uma parte da escola Dr. Francisco de Paula Pinheiro

15/06/2016

Reportagem de

 

Infiltrações, buracos no telhado, estrutura abalada. Esta é a realidade da escola Dr. Francisco de Paula Pinheiro, no bairro do Morro, em Bragança, nordeste do Pará.

 

A escola com cerca de 60 anos há tempo se encontra assim, hoje está fechado, por determinação da 1ª URE  de Bragança por ameaçar cair.

 

Há uma semana, parte do teto dela caiu, por sorte foi no domingo e não tinha ninguém no prédio além do vigia.

 

Por conta disso, as aulas foram suspensas e só retornarão, em agosto. Ainda hoje, nossa equipe estava no prédio quando outra parte do prédio caiu.

 

Maria Inês tem 70 anos, há quinze anos mora de frente pra instituição. Ela lembra de momentos bons que presenciou na escola.

 

Com a paralisação devido a falta de segurança, a instituição será transferida para este prédio, no mesmo bairro.

O anuncio oficial feito pela URE aconteceu durante uma reunião que ocorreu na tarde desta terça-feira, envolvendo pais de alunos, alunos e servidores.

 

A escola Dr. Francisco de Paula Pinheiro funcionará neste prédio, localizado no mesmo bairro. Um estrutura visivelmente pequena para receber 328 alunos, mas que passará por uma reforma antes do retorno das atividades.

Este retorno ainda não tem data certa.

 

Segunda a Ana Assunção, o antigo prédio da instituição passará por reforma. O pedido já foi protocolado e aguardar licitação.

 

Segundo a URE, já havia saído uma determinação para que não houvesse matrículas neste ano. Mas por falta de documento que assegurasse que haveria as obras, a gestora da escola manteve as matrículas pelo medo de a instituição se extinguir.

 

Nos últimos anos Bragança testemunhou o fechamento de duas instituições por falta de verba do governo. Uma foi a escola Paulo Brambila e a escola histórica José de Anchieta.

 

No histórico do município outras perderam seus prédio, a exemplo da escola Paixão aonde hoje só existe o lugar, o prédio do externo Santo Antônio, aonde funciona um posto de combustível, o prédio da Escola Monsenhor Mâncio, aonde hoje está sendo construído um Liceu de Música pelo Estado, entre outras.

 

Hoje a escola pode entrar no mapa do esquecimento. Mas a primeira URE promete se esforçar para entregar o prédio restaurada ou reconstruído. Para Ana Assunção, o compromisso vai além de questões políticas.

 

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