Engraxaste sobrevive há 59 anos, mas pretende se aposentar por falta de estrutura

26/01/2017

Reportagem de

 

Caixa surrada e movimentos repetitivos. São com estes instrumentos que Henrique Lisboa Pereira, de 78 anos, sustenta sua família.

 

Foi através do trabalho de engraxaste que ele educou seis filhos e se orgulha do que faz. A profissão exercida por ele começou quando tinha 18 anos de idade.

 

Hoje seu Henrique teve a visita de antigos clientes que vieram dá um retoque em seus calçados.

 

O aposentado Raimundo Matos, de 73 anos, veio garantir o brilho do acessório para a festa de da neta que vai acontecer no próximo sábado.

 

Nem todos os dias o movimento tem sido assim. A falta de estrutura de local de trabalho e a pouco procura pelos serviços tem tirado a força de seu Henrique para se manter na profissão.

 

 

Uma profissão que está se perdendo com o tempo, resistida pelo engraxaste bragantino há 59 anos. Seu Henrique está prestes a se aposentar porque não tem um lugar protegido para continuar os seus serviços aonde passou maior parte de sua vida.

 

A nova estrutura do Mercado da Carne, no município de Bragança, onde ele trabalhou praticamente toda sua vida, hoje só lhe oferece apenas a calçada, exposto ao sol e a chuva.

 

Tudo parece estar conspirando para ele largar o que faz com amor.

 

O trabalho do engraxaste custa em média R$ 10,00. Até eu resolvi dá um brilho diferenciado no meu sapato. E resultado vai além da satisfação.

 

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