Confusão e bate-boca em sessão ordinária de Tracuateua

10/11/2017

Reportagem de

 

A Câmara de vereadores de Tracuateua, nordeste do Pará, estava dividida na sessão desta sexta-feira, 10. A plenária lotada e o público com ânimos bastante alterado.

 

Os tracuateuenses passam por uma momento delicado na política por meio de denúncias que surgem contra a gestão do governo de Tamariz Cavalcante. Hoje elas seriam apresentadas e os vereadores deveriam decidir se aceitariam ou não.

 

Um terço da Câmara era favorável a aceitação, porém o presidente do legislativo, Raimundo Sousa, recebeu, mas não daria entrada no processo de investigação porque as provas foram entregues horas antes da ordinária e precisavam passar pelo jurídico.

Isso causou um tremendo bate-boca entre os políticos. E este bate-boca durou mais de meia hora e piorou quando a sessão foi finalizada pelo presidente.

 

O público e os vereadores contrários protagonizaram uma série de agressões verbais e ameaças. A polícia militar e tática foram chamadas para garantir a integridade das pessoas e do prédio. Enquanto isso do lado de fora muita confusão.

 

O autor das denúncias Hugo Armando acompanhou o processo do lado de fora e escoltado. Suas denúncias baseiam-se em ausência de processos licitatórios em obras e serviços da prefeitura de Tracuateua, realização de processos licitatórios fraudulentos e indícios de desvio de recursos públicos. As provas que indicariam estes crimes foram apresentadas a presidência da Câmara.

 

Hugo Armando era aliado do governo de Tamariz. O executivo em contrapartida o acusa de perseguição, após a exoneração de sua esposa que era secretária de sua gestão e de pessoas ligadas a ele.

 

O vereador Raian Vieira afirma que é da base aliada, porém não via problema na aceitação do processo. Isto provaria se o governo tem culpa ou não.

 

O presidente afirma que as denúncias foram aceitas, mas somente após ser analisadas pelo jurídico entrariam em discussão. Raimundo também afirma que foi agredido e fará um boletim de ocorrência.

 

Enquanto a nossa equipe estava do lado de fora, fomos parados por um cidadão. Seu nome é Ocimar Hermínio Ribeiro, presidente da associação remanescente quilombola de Tracuateua. Indignado, ele queria saber para onde foi os R$200 mil ora destinado pelo Unicef a sua comunidade.

 

Entre tantas denúncias, esta é mais uma que a gestão terá que lidar nos próximos dias.

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