Moradores padecem pela falta de distribuição de água no Maranhãozinho

15/10/2018

Reportagem de

 

A comunidade do Maranhãozinho, interior do município de Bragança, depende do abastecimento de água por meio de carro pipa desde maio deste ano.

 

É porque uma das enxurradas daquele período chuvoso, carregada por resíduos do lixão da cidade, invadiu a comunidade, poluindo o manancial.

 

A comunidade que sobrevivia de cisternas e de poços perfurados foi afetada pela água poluída.

 

Desde então, por orientação da Defesa Civil, toda água que vier destes meios é imprópria para consumo, permitida apenas para uso diário e higiene pessoal.

 

Como alternativa para assistir o Maranhãozinho, a prefeitura de Bragança disponibilizou de 6 caixas d’águas com capacidade de 1 mil litros/cada e um carro pipa para fazer abastecimento semanal as famílias afetadas. Cerca de duas destas famílias, receberam auxílio do governo do Estado, porque tiveram suas casas destruídas pelas enxurradas. Na época, a Defesa Civil decretou situação de emergência a esta região e outras.

 

No geral, habitam no Maranhãozinho aproximadamente 40 famílias de baixa renda, que sobrevivem da lavoura. Pessoas que moram tanto na parte baixa, quanto na mais alta da comunidade.

 

 

Mas desde semana passada, nossa equipe de reportagem foi procurada por moradores que denunciaram que distribuição de água pelo carro pipa, foi suspensa.

 

E na manhã desta segunda, 15, fomos ao local para constatar. Em resumo, todas as caixas estão vazias e os moradores estão desesperados.

 

Segundo eles,  o motorista do carro pipa deixou de abastecer por não está recebendo  pagamento da prefeitura.

 

Nossa equipe de reportagem procurou o coordenador da Defesa Civil de Bragança, Ubiranilson Oliveira, que respondeu que  o interrompimento de água se deu, por um problema mecânico no carro pipa, e que ainda nesta segunda a distribuição será normalizada.

 

Ubiranilson Oliveira disse que a falta de água acontece desde quarta-feira da semana passada, e não duas semanas como afirmaram os moradores.

 

No desespero tem moradores que caminham mais de 2km para pegar água para consumo, mas a maioria prefere consumir da própria comunidade, como consequência, crianças e adultos estão tendo problemas de pele. Eles acreditam que sejam da água poluída.

 

 

Em meios aos trabalhos emergenciais, um poço foi perfurado pela prefeitura na parte mais alta da comunidade, que integrará a um sistema coletivo de abastecimento de água orçado no valor de R$ 6.655.317,58. A obra iniciada em 20 de junho deste ano, tem prazo de até 19 de junho de 2019, recurso do Ministério da Integração, por meio da prefeitura de Bragança. O novo sistema deve atender 16 comunidades do entorno. Mas a obra está parada.

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