Famílias atingidas por alagamentos entram com ação contra a prefeitura

04/12/2018

Reportagem de

 

O grande volume de água que caiu em Bragança nas últimas horas deixou ruas submersas. A maior concentração de pontos alagados ocorre as margens do Rio Cereja que atravessam o bairro do Cereja, Centro e Aldeia.

 

Houve perda material para centenas de famílias.

 

Na general Gurjão, a enxurrada trouxe muitos insetos. Este poste ficou dominado de baratas. Até aranha foi encontrada, além de outros animais.

 

Se ter outra alternativa, muitos moradores resolveram encarar as inundações, mesmo correndo riscos de acidentes.

 

Marta Gonçalves e Antônio Zacarias são moradores da General Gurjão. Cansados de viver nesta situação, eles e mais 80 famílias se uniram contra a prefeitura de Bragança através de ação judicial por danos morais e materiais.

 

Eles alegam que a prefeitura é responsável por permitir construções irregulares ao longo Rio Cereja e aterramentos em áreas de preservação permanente, no bairro da Aldeia.

 

No residencial João Alves da Mota II houve pouco registros de alagamentos. Apenas duas ruas foram afetadas pelas águas.

Num trecho de obras da BR 308, na comunidade do Engenho, o nível do rio aumenta e ameaça invadir o canteiro de obras. O rio foi obstruído para ser construído uma ponte.

 

Segundo a defesa civil de Bragança, até as 11h da manhã desta terça-feira, 04, choveu 135 milímetros de água na região.

A Defesa informou que não houve ocorrência de desalojados e desabrigados e que as enchentes foram agravadas com a cheia do Rio Caeté. E que a chuva estava prevista em 133 mm com alerta emitido pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (CEMADEN).

 

Para evitar novos transtornos, o Departamento Municipal de Trânsito interditou vias alagadas para evitar circulação de veículos.

 

Aulas foram suspensas em algumas escolas afetadas pelos alagamentos.

 

Dados alarmantes:

 

Segundo dados coletados pela Defesa Civil de Bragança junto ao CEMADEN, a medida de acumulação pluviométrica das últimas 4h foi de 96.4mm de água, o equivalente a quase 24 horas de chuva, que foi de 135mm.

 

O pluviômetro que normalmente mede a quantidade de chuva de 30 em 30 minutos, está trabalhando de 10 em 10 minutos, o que assusta a Defesa Civil.

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